Desde o nascimento, e mais precisamente assim que passamos a ter noções de vida, passamos a nos questionar sobre o destino, ou seja, como serão os dias vindouros, o que serei? Também, devido aos equívocos conceituais, muito de errado se disse e continua sendo afirmado sobre o destino, como por exemplo, “o futuro a Deus Pertence”. Por conta de tal falsa premissa, deixa o ser de empenhar os necessários esforços no encaminhamento de sua vida, e, posteriormente, reclamará da sorte, sem perceber que é o único responsável pela condução da vida. Nascemos todos com a mesma composição, portanto, com idênticas possibilidades em todos os âmbitos. No entanto, uns fazem, plantam, conduzem seu destino, e outros permanecem inertes e seu futuro depende do acaso. O certo é que, desde os primeiros dias de vida, inicialmente pelos nossos pais, posteriormente pelos professores e demais seres que convivemos, estamos forjando, construindo o nosso futuro, “destino”. Inconteste que toda colheita exige um cultivo, e, o grande mal é querer colher antes mesmo de plantar, ou ainda, não tendo decorrido o tempo necessário para que o fruto esteja maduro. Devido aos equívocos no conceito, aliado a inconsciência e inconstância, não percebemos que, o destino vem sendo construído a cada instante vivido, assim, um mau pensamento pode gerar um ato inadequado e mudar decisivamente a vida. Por outro lado, o cultivo da inteligência, em seus múltiplos aspectos, inevitavelmente conduzirá a um destino promissor. Exemplo disso é a formação profissional, que, desde cedo, exige e continuará exigindo por longo período, ou por toda vida, empenho, constância, vontade, na aquisição de conhecimentos que encaminharão a vida profissional. Da mesma forma, na condução de qualquer empresa, o adequado cultivo, pelo tempo necessário, é fator imprescindível para o êxito. Assim, na família, na vida social, e, muito especialmente na vida individual, “o mundo interno”, tudo depende de cultivo, de cuidados constantes, de atenção, de conhecimentos. A ignorância e inconsciência a respeito, são causadoras das amarguras e tristezas, dos fracassos em todos os âmbitos da vida, os quais, justificamos, atribuindo a Deus a responsabilidade. Quanto antes se convencer o ser que é o único responsável pelo seu futuro, que, do seu empenho e constância em todos os âmbitos da vida, emergirá seu destino, muitos sofrimentos serão evitados, inclusive e, especialmente, a injustiça de atribuir ao outro, e até a “Deus”, a culpa pelos fracassos.

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