sábado, 22 de dezembro de 2012

A força do amor



 
 
Muito se fala do amor, de sua importância, do amor entre os seres, a Deus etc. Entretanto, poucos são os que se detém a esclarecer o  que é o amor, como cultivá-lo, onde encontra-lo.  Por conta da ausência de informações, resta a confusão estabelecida ao longo da existência  sobre  o que  seria fruto do amor. Dizem que se mata por amor, que por amor se castiga, que até Deus por amor impõe sofrimento. Ora como é possível imaginar que um sentimento tão sublime possa impor sofrimento a outrem deliberadamente? Os enganos são muitos, não sabemos o que é o bem e o mal, a verdade o erro, Deus, e, do mesmo modo, não conhecemos o amor. Primeiramente é preciso deixar claro que amor, jamais, em tempo algum será um sentimento que pretenda impor a quem quer que seja sofrimento. Impossível pensar o amor como castigo ou qualquer outra atitude que provoque dano ao semelhante, a Deus ou a própria criação. O amor é uma força que tem sua sede no coração do ser humano  dependente da construção de credenciais para que atue. O amor é uma força altruísta diretamente proporcional ao grau de evolução do ser, evolução esta relacionada aos aspectos mais importantes da vida, que dizem respeito a quem somos, de onde viemos, para onde vamos e, especialmente,  do que iremos deixar para a humanidade futura.  Um ato de amor é uma manifestação silenciosa que emerge sublime, pura,  do mundo interno,  e se espalha por todos  os lugares por onde passamos.  É o amor que equilibra e dá sabor a vida, é ele que nos faz feliz, que transforma tudo o que fazemos em algo belo, digno.  É o amor que liga, une o que vivemos  com nossa própria vida,  com o semelhante, e, especialmente com a própria criação.  A força do amor transforma, muda,  faz a vida palpitar como expressão mais sublime do bem, assim compreendido quando contribui para uma humanidade melhor e mais feliz.

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