Vivemos a era da globalização,
informações atravessam o planeta á cada instante, precisamos estar atualizados,
a vida profissional assim o exige. Além da correria por informações, somos, a
cada instante, bombardeados com todo tipo de notícia, normalmente relacionadas com catástrofes, tragédias,
previsões pessimistas a respeito do futuro. Não bastasse isso, os inúmeros
compromissos, afazeres, sejam na vida profissional, social ou familiar exigem
atenção, dedicação, concentração e empenho. Todos estes fatores, além da
incansável busca pelo melhoramento econômico individual e familiar, não
permitem, um só instante, de afastamento, de isolamento, onde seja possível
ouvir o próprio coração, sentir a respiração, controlar os pensamentos, serenar.
É bem verdade que somos movidos a energia e que é a atividade que a gera, ao
contrário, inércia é morte, tanto no aspecto físico quanto psicológicos ou
espiritual. No entanto, tanto a parte física quando a psicológica necessitam de
repouso, de instantes em que possibilite o ser recarregar estas energias, sem o
que, inevitavelmente virão os
malefícios. Se o esgotamento físico necessita de repouso de alimentação
adequada, assim também ocorre com a parte psicológica. Ocorre que o repouso
depende da criação de um estado mental e sensível que possibilite desligar os inúmeros censores
que nos conectam as várias vidas e compromissos antes referidos. É preciso
desconectar, serenar, se possível em vários momentos do dia, mas, se assim não
for, ao menos no período noturno, ouvir e sentir o barulho do silêncio, de uma
bela melodia, da chuva, do vento. Sentir o oxigênio penetrando nos pulmões, as
batidas do coração, sentir gratidão por estar vivo, por poder viver mais um
dia. Ensaiando, passamos a religar muitas conexões, dormimos melhor, acordamos
melhor e teremos um dia mais feliz.
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