
Inúmeras são as pesquisas, buscas
a fim de saber de nossas capacidades, alcances, potencias. Unânime são as
conclusões á cerca do uso limitado da inteligência, ou seja, de que utilizamos
apenas uma parte insignificante das possibilidades. Em que pese o esforço em
compreender tão complexo mecanismo, inexistem posições seguras das razões de
tais limitações. Certo que com o avanço da civilização ocorreu decisiva
transformação no modo de viver e, por consequência, nas formas de pensar e agir. No entanto, mesmo
admitindo avanço no uso da mente, quais seres, de fato, compreendem melhor o
que ocorre ao seu redor? Será que o avanço no modo de vida nos afastou e nos
impediu de sentir nosso próprio coração e, portanto, de utilizar
suas potências? Será que os ruídos da multidão, o distanciamento da
natureza foram limitando o uso da inteligência sensível? Será que a falsa
sensação de segurança, de domínio de tudo o que nos rodeia tem impedido atuação
de tal sistema? Como seria se tivéssemos que voltar à viver livres, na
natureza, interpretando seus movimentos?
Difícil pensar. Mesmo assim, refletir sobre o tema pode nos oferecer
respostas para as razões do vazio interno, das tristezas, das amarguras da
sensação de estar só na multidão. É que os sentimentos são uma das grandes
ferramentas da nossa inteligência, decisivos instrumentos de vínculos com tudo
o que nos rodeia. Os sentimentos são os responsáveis por equilibrar a vida, e,
portanto, permitem uma análise mais detalhada de tudo. O desequilíbrio, por sua
vez, nubla, impede de ver e compreender as coisas como de fato o são. É através
dos sentimentos que nos vinculamos, aos semelhantes, a nós mesmos e ao próprio
Deus. É através dos sentimentos que a vida se amplia, palpita, faz vibrar o
mundo interno. São os sentimentos que registram o vivido na consciência, sem
eles é como se não vivêssemos, os dias os anos passam e nada permanece tampouco
se liga a vida.
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