
Este pequeno espae tempo em
que permanecemos nesta dimensão pode resultar em pequenas ou grandes
realizações. Podemos ainda aproveitá-lo para cultivar e colher inestimáveis
obras de bem, assim compreendidas àquelas que permanecerão após a morte como
sinais para iluminar o caminho dos demais. Mesmo cientes de que o espaço é
curto e de que nada levaremos de material, pouco fazemos para recordar e
edificar o duradouro. Penso que um dos grandes equívocos humanos seja o de
pretender chegar ao cume sem ter que transitar por todos os obstáculos que a
subida impõe. Ademais, o sublime não é a chegada e sim o desfrutar das
paisagens que o percurso vai oferecendo, é nelas que vamos aprendendo, vivendo,
vibrando, sentindo e compreendendo o que, afinal é viver. Inúmeros são os seres
que, em que pese a oportunidade de caminhar, somente percebem que deixaram de
fazer o que deveriam tê-lo feito quando o percurso se aproxima do final. É
comum, o “devia ter”, “amado mais, abraçado mais” devia ter “beijado mais, dito o quanto o
outro é ou foi importante”, devia ter “visto o sol se pôr”. E, assim, inúmeras
são as reflexões daquilo que, após muito andar se compreende que deveríamos ter
feito. Certamente, a caminhada não vai
ensinar que, deveríamos ter, amontoado mais, sido mais impacientes,
intolerantes, amargurados, arrogantes distantes da natureza, de Deus e de nós
mesmos. Parece tão evidente o que nos faz feliz, nos enche de alegria e
satisfação merecendo aprovação inequívoca da consciência. No entanto, mesmo
intuindo, temos imensas dificuldades em fazer, em cada instante, àquilo que nossa consciência nos indica como
grande, definitivo, importante. Parece que somos vencidos por nós mesmos, pelos
nossos defeitos, vaidades, amor próprio, impaciência, intolerância, que nos
impedem de manter o propósito de exercitar, em cada momento, condutas que nos
façam humanos, Divinos. É preciso dizer, fazer, antes que seja tarde para não
sofrer depois quando o tempo já passou e não voltará jamais.
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