
Nada, absolutamente nada possui
mais valor do que os movimentos que ocorrem no mundo interno. Em que pese o ouro reluzente exteriorizado,
fruto do acúmulo de bens materiais, são os rincões da alma que ditam os ruídos
que acompanham o ser. É comum a pretensão pessoal de viver na vida do outro,
acreditando que àquele não enfrenta as lutas que nos afligem. É comum acreditar
que a vida do outro é um oásis e que a pessoal é uma incessante tempestade.
Assim o abastado acredita que o carente de recursos não detém os incômodos da
manutenção e conquistas do material. Por outro lado, o carente acredita que a
ausência dos bens materiais são os motivos de seus infortúnios. Em que pese a
evidência dos diagnósticos, poucos são os que se detém a pensar sobre as causas
das equivocadas conclusões. É que, pouco ou nada conhecemos do mundo interno, não
sabemos, não compreendemos, e não dispomos de informações que nos permitam
avaliar, ingressar e descobrir os segredos escondidos. O laboratório é imenso,
detemos os instrumentos, no entanto, não os sabemos usar. Quem sabe, uma bela
analogia seja pensar o mundo interno como centro gerador de sons. Estes sons
podem ser suaves, graves, agudos. Podem ditar uma bela melodia fruto da
harmonia dos vários instrumentos. Podem também produzir sons desafinados,
ruídos que machucam. O inquestionável é que cada um é responsável por sua
orquestra. O maestro que dita os sons é
a própria consciência é ela que aprova
ou desaprova a conduta, o comportamento, provocando som segundo seja a boa ou
má atitude, o bom ou mau pensamento ou sentimento. É possível comprovar
referidas reflexões com o controle dos pensamentos e sentimentos. É possível
perceber os ruídos no silêncio reflexivo, contemplativo dos movimentos
internos. È possível ouvir os sons que emergem do interno repercutindo uma bela
melodia, que toca e faz vibrar as fibras invisíveis.
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