Mesmo sabendo que os mecanismos internos, (mental, sensível e espiritual) são os
responsáveis por dizer quem somos o que sentimos, dificilmente, dedicamos um tempo para olhar e compreender o
que ocorre dentro deles. Por quais razões
nos omitimos de tão importante atividade? Do que temos medo?. Penso que, vários são os fatores. Primeiramente,
não nos foi ensinado a conhecer as
próprias riquezas, sua importância na condução da vida. Ao contrário, nos
inculcaram que bastaria acreditar que tudo se resolveria, aprendemos a confiar nos outros os cuidados com a própria vida. Ademais,
mesmo que empenhados alguns esforços, não detemos os necessários elementos para
conhecer como, de fato, se movem as engrenagens deste desconhecido mundo. Por
outro lado, ao que parece, temos medo do
que podemos encontrar. É que, forjamos e
acreditamos numa figura dócil, pacífica, que cultiva bons pensamentos,
sentimentos. Imaginamo-nos simpáticos, generosos, atenciosos, oferecendo muito mais que recebemos. No
entanto, se de fato, nos empenharmos em acompanhar, vigiar os pensamentos que
transitam pela mente, os quais são a
origem de nossas ações, possivelmente, constataremos que não somos tão doces e
pacíficos como imaginávamos. Aliás, já
disse um dia que, poucos seriam àqueles
que, deixando de existir a parte física,
ao se encontrarem, não se reconheceriam
visto o engano que cultivavam sobre sua figura. Esta figura que criamos e
representamos a cada dia, nos impede de observar e compreender o que de fato
possuímos em valores e defeitos. Preferimos
nos enganar, esquecendo que o único prejudicado com tal comportamento
somos nós mesmos, que deixamos de cumprir com a maior e mais importante missão
da vida que é a de evoluir até a
perfeição.
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