Muito se fala do amor, do que se faz ou fez em
nome dele, de seu poder, força, das
transformações que ele pode causar na vida humana. Em que pese tratar-se de tema comum, abordado, manifestado, estudado e conceituado
desde que passamos a existir como humanos,
do mesmo modo que ocorre com tantos conceitos correntes, o amor também
mereceu total desvirtuamento de seu verdadeiro sentido. Em nome do amor
cometeu-se e continuam sendo cometidas as
maiores barbáries. Humanos tiram a vida de humanos em nome do amor. Maltratam, mutilam,
restringem direitos mínimos em nome do amor. Chegam ao ponto de assegurar
que em nome do amor divino, sacrifícios, torturas, mortes foram e ou são
necessárias. Diante de tantos equívocos, o conceito do que há de mais puro na criação,
perdeu seu sentido verdadeiro.
Normalmente, ele é lembrado,
ligado as manifestações das paixões,
movidas por outras forças que não emergem do coração e sim do instinto. A
atração física, os desejos são definidos como amor, no entanto, logo se transformam em ódio, ou seja, o que há de mais puro na
existência se transforma no mais impuro. De fato, não é tarefa simples conceituar um sentimento,
no caso, o sentimento mais nobre que
pode cultivar o ser humano. No entanto é possível assegurar que ele não quer o
mal, não pretende nunca causar
sofrimento , não deseja vantagem alguma. Do mesmo modo, não se transforma em ódio uma das mais baixas
manifestações humanas que não encontra amparo no coração. Nesta difícil tarefa
de conceituar o verdadeiro amor, penso que referido sentimento é
encontrado na mãe que recebe em seus
braços fruto de sua própria vida, assim
também no amor filial, paternal. Não
significa, com isso, que não existe ele, na união de dois seres, no entanto,
por conta das deficiências individuais, a construção do citado
sentimento é fruto de cultivo, por ambos, de elevados anelos de vida. O amor é pureza
não se manifesta quando qualquer pensamento impuro faça parte do ser, exige
consagração íntegra.
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