O sentimento que nos faz divinos
Se, fomos criados a imagem e
semelhança de Deus, por óbvio, possuímos
em cada um, idênticos poderes,
prerrogativas, possibilidades. Por óbvio também, que Deus
possui uma parte humana que nos compete descobrir e conhecer. Ocorre que,
referidas possibilidades, não ser realizam com o simples desejo, é
preciso construir, dentro de cada um, as credenciais que nos façam merecedores de descobrir os grandes enigmas da vida. Este mundo superior, onde vibra e palpita a mente universal, “ o
pensamento divino”, só é acessível
àqueles que cultivarem em seu
interno, elementos de idêntica
hierarquia. Ou seja, como nada nesta criação ocorre por acaso, muito menos
seria crível que, acessar e conhecer o
mundo do pensamento divino seria tarefa
fácil, que bastaria repetir uma série de
palavras, fazer e repetir rituais,
oferecer pouco ou muito do material que conquistamos, e, como num passe
de mágica, alcançaríamos a “graça”.
Definitivamente não, basta observar os milhares de exemplos que emergem da
natureza, da convivência com o
semelhante, para comprovar que são as afinidades, identidades que
proporcionam a aproximação. Assim, os
conhecimentos profissionais dependem do esforço do empenho, da dedicação, e,
quanto maior for a busca e os esforços despendidos, maior será a sabedoria,
compreensão de como se movem os mecanismos que tendem para um lado ou para
outro. Ou seja, atraímos para nossa órbita pensamentos, sabedorias, segundo
seja o querer e busca interna. Do mesmo modo, para se
aproximar, penetrar e sentir as vibrações da órbita divina, é necessário
que o mundo interno do ser, ou seja,
seus pensamentos e sentimentos, sua consciência, tenham cumprido a tarefa de limpar, afastar
todo pensamento ou sentimento que não se coadune com o divino. Limpos os
rincões, naturalmente, irão aflorando, sendo construídos, conhecimentos de outra hierarquia, que nos fazem sentir e viver de outra
maneira. Este sentir é o amor, que nos
faz compreender o que somos de onde viemos e prá onde vamos. Assim o cultivo do
amor nos aproxima, por afinidade, ao mundo divino, e, portanto, nos faz divinos.
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