quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O sentimento que nos faz divinos



 Se, fomos criados a imagem e semelhança de Deus, por óbvio,  possuímos em cada um,  idênticos poderes, prerrogativas, possibilidades. Por óbvio também,  que Deus  possui uma parte humana que nos compete descobrir e conhecer. Ocorre que,  referidas possibilidades,  não ser realizam com o simples desejo, é preciso construir, dentro de cada um,  as   credenciais que nos façam merecedores de descobrir os grandes enigmas da vida.  Este mundo superior,  onde vibra e palpita a mente universal, “ o pensamento divino”,  só é acessível àqueles  que cultivarem em seu interno,  elementos de idêntica hierarquia. Ou seja, como nada nesta criação ocorre por acaso, muito menos seria crível que,  acessar e conhecer o mundo do pensamento divino  seria tarefa fácil,  que bastaria repetir uma série de palavras, fazer e repetir rituais,  oferecer pouco ou muito do material que conquistamos, e, como num passe de mágica,  alcançaríamos a “graça”. Definitivamente não, basta observar os milhares de exemplos que emergem da natureza,  da convivência com o semelhante,  para comprovar que  são as afinidades, identidades que proporcionam a aproximação.  Assim, os conhecimentos profissionais dependem do esforço do empenho, da dedicação, e, quanto maior for a busca e os esforços despendidos, maior será a sabedoria, compreensão de como se movem os mecanismos que tendem para um lado ou para outro. Ou seja, atraímos para nossa órbita pensamentos, sabedorias, segundo seja o querer e busca interna. Do mesmo modo,  para  se aproximar, penetrar e sentir as vibrações da órbita divina, é necessário que  o mundo interno do ser, ou seja, seus pensamentos e sentimentos, sua consciência,  tenham cumprido a tarefa de limpar, afastar todo pensamento ou sentimento que não se coadune com o divino. Limpos os rincões,  naturalmente,  irão aflorando, sendo construídos,  conhecimentos de outra hierarquia,  que nos fazem sentir e viver de outra maneira.  Este sentir é o amor, que nos faz compreender o que somos de onde viemos e prá onde vamos. Assim o cultivo do amor  nos aproxima, por afinidade,  ao mundo divino, e, portanto,  nos faz divinos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário