domingo, 20 de outubro de 2013

Viver, viver, viver...



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Já dizia um grande pensador “penso, logo existo”. Certamente, cada um de nós,  não tem a menor dúvida de que, de fato,  existimos, ou seja, fazemos parte desta existência. No entanto, poucos são os que se detém a pensar no que consistiria este existir,  tem ele alguma razão especial?  Em que nos diferimos? Até quando perdura? Como fazer para ampliá-lo?  Mesmo intuindo que a vida não pode se limitar a este pequeno espaço de tempo que medeia o nascimento e a morte;  Mesmo intuindo que  não seria justo nem aceitável  idênticos destinos para distintas realizações;  raramente nos dispomos a refletir, estudar, buscar saber como e o que fazer para que este existir seja, de fato,  proveitoso, que deixe marcas,  que não se vá com a morte, que mantenha, a cada dia,  o prazer de viver. Muitos foram e continuam sendo os enganos inculcados,  especialmente,  daqueles que apregoam  que o destino individual  já esta traçado e que, portanto, não temos nenhuma responsabilidade sobre nossa própria vida. Tudo seria obra de um prévio planejamento pessoal,  concedendo á alguns, poderes especiais,  sabedoria, êxitos profissionais, familiares, afetivos, econômicos, e, a outros, as derrotas, sofrimentos. Os mesmos que tem inculcado referidos disparates são àqueles que depois,  exploram a ignorância humana  se auto atribuindo “enviados divinos”. Não existe a menor possibilidade do criador,  ter atribuído a alguns,  dons especiais, compelindo aos demais a pedir, pagar para merecer benesses. Detemos, todos os mesmos atributos, inclusive divinos, basta querer e cultivar os necessários atributos para alcançar os mais elevados graus na hierarquia deste existir.  Quanto maior for a consciência deste viver,  maiores serão as realizações,  ampliando e conectando-se com toda criação que é a  existência. Portanto, viver é estar consciente, perceber, observar, refletir, sentir e compreender todos os movimentos, sejam internos ou externos,  e, assim conhecer e forjar  a existência individual, que continuará após a morte a produzir luz ou escuridão segundo sejam as realizações pessoais.

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