Os movimentos da vida e seus efeitos
Em que pese o desenvolvimento
intelectual humano, raros são àqueles que conseguem compreender que os
efeitos do momento presente são resultado do cultivo de outrora. Ou seja, o mundo interno, familiar, sentimental,
profissional, econômico, transcendente, responde, na exata medida do plantio antes efetuado.
Mesmo diante da eloquência inequívoca de referida verdade, resiste o ser, em responsabilizar-se por seu destino,
preferindo acreditar no acaso, transferindo a responsabilidade a terceiros ou
ainda “deixando a vida me levar”. Nossa perfeita configuração bio, psico e
espiritual, nos concede o poder de
conduzir a vida segundo seja a vontade
própria, desde que, aprendamos a
conduzir os pensamentos, palavras, atos, esforços, empenhos, com constância e paciência rumo aos mais
elevados cumes, tanto do mundo
profissional, econômico, pessoal ou transcendente, tocando, compreendendo e sentindo o resultado
de cada cultivo. De fácil comprovação as
afirmações acima referidas, basta
observar, atentamente, os movimentos que
ocorrem na própria mente. Se quisermos serenar, desfrutar de instantes de paz,
necessitamos cultivar pensamentos de idêntica hierarquia, afastando tudo o que impede, contamine o
ambiente pretendido, especialmente os de rancor, vaidade, amor próprio, cultivando a gratidão a vida, aos momentos
vividos, aos seres com quem convivemos e desfrutamos de tantos momentos
felizes. Do mesmo modo, se quisermos viver
momentos de alegria e serenidade no lar, é preciso construir, primeiro
internamente, e, depois transferindo para o mundo externo, com paciência e
tolerância os elementos que irão propiciar o momento que queremos viver. Ou seja, na prática, herdamos, momento após momento os cultivos
antes efetuados, por óbvio, existem culturas que demandam maior tempo de
maturação, razão porque, a paciência inteligente saberá o período necessário. Como dito no início, embora a eloquência da verdade dita,
manifestada através das leis de herança, correspondência, causa e efeito,
preferimos viver na ilusão do acaso, sempre transferindo a responsabilidade que nos
compete, deixando de enriquecer a inteligência para compreender tudo o que
ocorre no mundo interno e circundante.
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