Dia desses, conversava com um amigo que havia sofrido uma grande perda, seu filho, com doze anos de idade, havia falecido vítima de acidente de trânsito. Esse amigo, lamentava, especialmente, pelo fato de que o acidente ocorreu, exatamente, no dia em que a criança retornava das férias escolares que com ele havia passado, já que, era separado da esposa e residia distante do menino. Em suas lamentações, recordava o amigo, com profunda tristeza de que, embora os inúmeros pedidos do filho, não havia se disposto a atender um grande desejo dele, ou seja, passar um dia só os dois numa pescaria. Perguntei então ao amigo se ele possuia outros filhos ao que me respondeu afirmativamente, então propus a ele que fizesse com eles o que não havia feito com o filho falecido, e que, recordasse a cada dia, de que os instantes de convivência perdidos jamais poderão ser recuperados.Vivemos num mundo que nos suga, diáriamente, na busca de satisfazer necessidades econômicas, e, deixamos, esquecemos de viver as coisas mais importantes da vida. Acabei de ler uma matéria sobre a trajédia no Rio de Janeiro, um pai lamentava a perda da filha e dizia "ela não sabia o quanto eu a amava", certamente, este pai, não disse, enquanto podia, o quanto a amava. E assim é, não nos dispomos a dizer aos pais, irmãos, amigos, esposa, filhos, o quanto os amamos, não nos dispomos, acampar, pescar, rir e chorar, conviver, e quando nos damos conta, perdemos as grandes oportunidades de desfrutar de tão magníficos momentos, os quais, ao final de nossos dias, serão os únicos que realmente farão a diferença, que ficarão registrados em nossa consciência, por isso, devemos lembrar sempre, a cada instante, que tempo é vida, e que tempo perdido é vida desperdiçada que não voltará jamais.

Gostei muito dos textos caro amigo Wilson!
ResponderExcluirRealmente me levam a reflexões sobre temas que inquietam a vida, em suas concepções mais puras e sentidas de minha mente.
A Logosofia; realmente tem me oportunizado criar em mim, este interesse pelas coisas importantes da vida tratando de forma natural e sem mistérios, coisa que até então eu achava que era uma utopia, e para poucos.
Até mais, abraço.
Renato Luiz Pedron;
Estudante de Logosofia;
Pai de Família;
Administrador de Empresas;
nossa pai, que texto incrível, muito bom pra refletirmos sobre nossa vida, que devemos em cada oportunidade, falar para as pessoas que amamos que as amamos, pois nunca se sabe o dia de amanhã, por isso devemos encher as pessoas que amamos com palavras carinhosas e sempre trata-las cordialmente, pois a saudade não é motivo para que elas voltem.
ResponderExcluirQuerido Wilson, este foi o primeiro texto que li, com certeza vou buscar os outros. É simples, gostoso, e nos faz realmente (re)refletir!!!!! Sabemos desde pequenos, o que realmente importa, mas facilmente postergado para depois. Como dizes, estamos sempre na loucura, e, quando não, os nossos próximos estão. Parece que a sintonia só ocorre em épocas ou situações especias, sem que façamos de tantos instantes diários especiais. Daí, envelhecemos a alma, emoções e físico.
ResponderExcluirGlória